sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Tribos


Aimoré



Grupo não-tupi, também chamado de Botocudo, vivia do sul da Bahia ao norte do Espírito Santo. Grande corredores e guerreiros temíveis, foram os responsáveis pelo fracasso das capitanias de Ilhéus, Porto Seguro e Espírito Santo. Só foram vencidos no início do século 20. Eram apenas 30 mil.

Avá-Canoeiro



Povo de língua da família Tupi-Guarani que vivia entre os rios Formoso e Javarés, em Goiás. Em 1973, um grupo foi contatado. Foram pegos "a laço" por uma equipe chefiada por Apoena Meireles, e transferidos para o Parque Indígena do Araguaia (Ilha do Bananal) e colocados ao lado de seus maiores inimigos históricos, os Javaé . Parte da área indígena Avá-Canoeiro, identificada em 1994 com 38.000 ha, nos municípios de Minaçu e Cavalcante em Goiás, está sendo alagada pela hidrelétrica Serra da Mesa, no rio Maranhão.

Baniwa



Os Baniwa vivem na fronteira do Brasil com a Colômbia e Venezuela, em aldeias localizadas às margens do Rio Içana e seus afluentes Cuiari, Aiairi e Cubate, além de comunidades no Alto Rio Negro/Guainía e nos centros urbanos de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel e Barcelos (AM). Já os Kuripako, que falam um dialeto da língua baniwa, vivem na Colômbia e no Alto Içana (Brasil). Ambas etnias aparentadas são exímias na confecção de cestaria de arumã, cuja arte milenar lhes foi ensinada pelos heróis criadores e que hoje vem sendo comercializada com o mercado brasileiro. Recentemente, têm ainda se destacado pela participação ativa no movimento indígena da região. Esta corresponde a um complexo cultural de 22 etnias indígenas diferentes, mas articuladas em uma rede de trocas e em grande medida identificadas no que diz respeito à organização social, cultura material e visão de mundo. Informações abrangentes sobre essa área cultural estão na página Noroeste Amazônico.

Bororos



Povo de língua do tronco macro-jê. Atualmente são os Bororo Orientais, também chamados Coroados ou Porrudos e autodenominados Boe. Os Bororo Ocidentais, extintos no fim do século passado, viviam na margem leste do rio Paraguai, onde os jesuítas espanhóis fundaram missões. Muito amigáveis, serviam de guia aos brancos, trabalhavam nas fazendas da região e eram aliados dos bandeirantes. Desapareceram como povo tanto pelas moléstias contraídas quanto pelos casamentos com não-índios. Os Bororo Orientais habitavam tradicionalmente vasto território que ia da Bolívia, a oeste, ao rio Araguaia, a leste e do rio das Mortes, ao norte, ao rio Taquari, ao sul. Ao contrário dos Bororo Ocidentais, eram citados nos relatórios dos presidentes da província de Cuiabá como nômades bravios e indomáveis, que dificultavam a colonização. Foram organizadas várias expedições de extermínio. Estimados na época em 10 mil índios, os Bororo sofreram várias guerras e epidemias até sua pacificação, no fim do século XIX, quando foram reunidos nas colônias militares de Teresa Cristina e Isabel e estimados pelas autoridades em 5 mil pessoas. Entregues aos salesianos para catequese, em 1910, os Bororo somavam 2 mil índios. Em 1990, com uma população de aproximadamente 930 pessoas, vivem no estado do Mato Grosso.

Caeté - Os deglutidores do bispo Sardinha viviam numa população de 75 mil índios desde a ilha de Itamaracá até as margens do rio São Francisco. Depois de comerem o bispo, foram considerados "inimigos da civilização". Em 1562, Men de Sá determinou que fossem "escravizados todos, sem exceção".

Caiapó



Povo de língua da família Jê. Distribuem-se por 14 grupos, num vasto território que se estende do Pará ao Mato Grosso, na região do rio Xingu. Os grupos são: Gorotire, Xikrin do Cateté, Xikrin do Bacajá, A'Ukre, Kararaô, Kikretum, Metuktire (Txucarramãe), Kokraimoro, Kubenkrankén e Mekragnoti. Há indicações de pelo menos três outros grupos ainda sem contato com a sociedade nacional. Esses grupos são o resultado de várias cisões, que se iniciaram em fins do século XVIII.. Em 1990, segundo a Funai, eram 3.550 índios. Explorando a riqueza existente nos 3,3 milhões de hectares de sua reserva no sul do Pará - especialmente o mogno e o ouro -, os Caiapós viraram os índios mais ricos do Brasil. Movimentam cerca de U$15 milhões por ano, derrubando, em média, 20 árvores de mogno por dia e extraindo 6 mil litros anuais de óleo de castanha. Quem iniciou a expansão capitalista dos Caiapós foi o controvertido cacique Tutu Pompo (morto em 1994). Para isso destitui o lendário Raoni e enfrentou a oposição de outro Caiapó, Paulinho Paiakan. Ganhador do Prêmio Global 500 da ONU, espécie de Oscar ecológico, admirado pelo príncipe Charles e por Jimmy Carter, Paiakan foi acusado do estupro de uma jovem estudante branca, em junho de 1992. A absolvição, em novembro de 94, não parece tê-lo livrado do peso da suspeita.

Carijó - O território dessa tribo se estendia de Cananéia (SP) até a Lagoa dos Patos (RS). Vistos como "o melhor gentio da costa", foram receptivos à catequese. Isso não impediu sua escravização em massa. Em 1554, participaram do ataque a São Paulo. Eram cerca de 100 mil índios.

Deni



Compreendem mais de 600 tribos indígenas que habitam uma planície entre os Rios Purus e Juruá, localizados no Amazonas. Considerados como Tribo Arawa, os Deni são parte do braço linguístico Aruak. A primeira menção aos Deni aparece no relatório SPI de 1942. São divididos em grupos ou clãs. Cada clã tem certa autonomia política, possuindo sua própria auto-identidade: Bukure Deni, Kuniva Deni, Minu Deni, Varasa Deni, Hava Deni, Madija Deni. Devido ao baixo potencial agrícola do solo da floresta, os Deni equilibram sua dieta com a flora e a fauna selvagens. Os Deni são nômades e sua população das aldeias oscila bastante, as aldeias são apenas uma agregação de grupos familiares e de famílias. Eles não possuem uma unidade inerente como comunidade. O Ciclo da Borracha, que se estendeu do fim do século XIX até 1940, foi a principal causa da rápida ocupação ocidental dos vales dos Rios Purus e Juruá e dos consequentes e trágicos desaparecimentos, diretamente ou pela introdução de doenças, de muitas Tribos Indígenas do Amazonas. Durante o boom da borracha, estima-se que a população indígena da região do Rio Purus era de aproximadamente 40 mil indivíduos.

Fulni-ô



Os Fulniô são o único grupo do Nordeste que conseguiu manter viva e ativa sua própria língua - o Ia-tê - assim como um ritual a que chamam Ouricuri, que atualmente realizam no maior sigilo. Na parte central das terras da reserva indígena se encontra assentada a cidade de Águas Belas rodeada totalmente pelo território Fulniô. São mais de 2.900 índios que vivem em Pernambuco.

Goitacá



Ocupavam a foz do Rio Paraíba. Tidos como os índios mais selvagens e cruéis do Brasil, encheram os portugueses de terror. Grandes canibais e intrépidos pescadores de tubarão. Eram cerca de 12 mil.

Guarani



Povo de língua da família Tupi-Guarani. Na época da chegada dos europeus, viviam nas regiões entre os rios Uruguai, Iguaçu e Paraná, a leste do rio Paraná (atualmente sul de Mato Grosso do Sul; oeste de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul; Paraguai; norte da Argentina e Uruguai). Nos séculos XVII e XVIII, grande parte desses territórios era de domínio espanhol onde foram instaladas missões de jesuítas ligadas a província espanhola da Companhia de Jesus. Os jesuítas estudaram e documentaram fartamente a língua Guarani desde 1625. Nessas missões, de economia marcadamente coletivista, os Guarani atingiram alto grau de desenvolvimento e domínio de técnicas européias, mas tornaram-se presas fáceis para os bandeirantes paulistas e, posteriormente, fazendeiros paraguaios. Após a destruição das missões, os índios que não foram capturados fugiram para as matas e juntaram-se a grupos que haviam permanecido independentes. Dirigiram-se também para o Paraguai, onde o Guarani Paraguaio é falado hoje por cerca de 3 milhões de pessoas; para a Bolívia, onde o Guarani Boliviano (ou Chiriguano) é falado por cerca de 50 mil pessoas; e para o norte da Argentina. Dos índios capturados, alguns foram levados como escravos pelos bandeirantes e outros foram empregados, como mão-de-obra escrava ou quase, pelos fazendeiros que iniciaram a ocupação destas terras com a extração de erva-mate. (Foto:Grupo Nhãmandu Mirim)

Juruna



Povo indígena cuja língua é a única representante viva da família Juruna, do tronco Tupi. Autodenominam-se Yudjá; o nome Juruna significa, em Tupi-Guarani, “bocas pretas”, porque a tatuagem características desses índios era uma linha que descia da raiz dos cabelos e circundava a boca. Na metade do século XIX tinham uma população estimada em 2.000 índios, que viviam no baixo rio Xingu. Um grupo migrou mais para o alto do rio, hoje em território compreendido pelo Parque do Xingu, no Mato Grosso. Segundo levantamento de médicos da Escola Paulista de Medicina, que prestam serviços de saúde aos índios do parque, em 1990 eram 132 pessoas. Alguns Juruna vivem dispersos na margem direita do médio e baixo rio Xingu, e há um grupo de 22 índios, segundo dados da Funai de 1990, que vive na Volta Grande do rio Xingu, numa pequena área indígena chamada Paquiçaba, no município de Senador José Porfírio, no sudeste do Pará. Suas terras serão atingidas pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A título de esclarecimento, o famoso “Cacique Juruna” não é um índio Juruna, e sim Xavante.

Kaingang



Povo de língua da família Jê. Também conhecidos como Coroados, vivem em 26 pequenas áreas indígenas no interior dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. São aproximadamente 7.000 índios. Dos Kaingang de São Paulo, que até o início do século se mostravam hostis aos trabalhos da estrada de ferro São Paulo - Corumbá, hoje sobrevivem 100 nos postos Icatu ( Penápolis) e Vanuíre (Tupã). Os Kaingang meridionais, habitam as reservas de diversos postos indígenas no Paraná, nos postos Barão de Antonina (Arapongas), Queimadas (Reserva), Ivaí (Pitanga), Fioravante Esperança (Palmas), Rio das Cobras e Boa Vista (Iguaçu), Apucarana (Londrina), Mangueirinha (Mangueirinha), José Maria de Paula (Guarapuava); em Santa Catarina, no posto Xapecó (Chapecó); no Rio Grande do Sul, nos postos Cacique Doble, Ligeiro, Nonoai e Guarita, em toldos ou terras de administração estadual, todos nos municípios do extremo noroeste do Estado. Outra divisões dos Kaingang é formada pelos índios Xokléng, de Santa Catarina.

Kamayurá



Tribo de cerca de duzentas pessoas, vivem na região dos formadores do rio Xingu, Mato Grosso do Norte. Esta população indígena, da família lingüística tupi-guarani, vinda talvez das costas litorâneas do Maranhão, emigrou, muito provavelmente a partir do século XVII, para instalar-se progressivamente nesta região seguindo outros grupos indígenas fugindo do contato com os portugueses (1870). Apesar da diversidade de origens e de línguas, essas tribos constituem-se hoje numa área cultural definida: as tribos da área do uluri ou as chamadas tribos xingüanas, que ocupam a parte sul do Parque Indígena do Xingu. Ao norte vivem outras tribos, com algumas das quais os Kamayurá mantiveram contatos esporádicos, muitas vezes conflituosos, no decorrer de sua migração.

Karajá - Povo de língua do tronco Macro-Jê. Se dividem nos subgrupos Javaé, que vive na margem do rio Javaé, na área Indígena Boto Velho; Xambioá, que vive nas margens do rio Araguaia, no estremo norte de Tocantins, e Karajá que vivem em 18 aldeias ao longo do Araguaia, principalmente em frente a ilha doBananal, no Parque indígena do Araguaia, no Tocantins. Vivem também no Mato Grosso, na área Indígena Tapirapé-Karajá, nos municípios de Santa Terezinha e Luciara, e no Pará, na área Indígena Karajá Santana do Araguaia. Em 1990, segundo a Funai, eram aproximadamente 2.100 índios. Os Karajá fabricam e comercializam bonecas de cerâmica muito apreciadas por turistas da região.

Pankaru - Sua trajetória foi pontuada por uma sucessão de conflitos fundiários com grileiros e posseiros, que ainda não foram totalmente resolvidos. Além de um histórico de opressão e marginalização pela sociedade não-indígena, os Pankaru têm em comum com os demais grupos indígenas chamados "emergentes" o ritual secreto do "Toré", marca de identidade e resistência cultural. Os pouco mais de 80 índios desta tribo estão localizados no Oeste do Estado da Bahia, à esquerda do Rio São Francisco. Falam a língua portuguesa.

Pataxó



Povo de língua da família Maxacali, do tronco Macro-Jê. Abandonou sua língua original e expressa-se apenas em português. Vive no sul da Bahia, em Barra Velha, Coroa Vermelha e Monte Pascoal, em zona economicamente valorizada (cacau e turismo), nos municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália e nas áreas indígenas Mata Medonha e Imbiriba. Em 1990, eram aproximadamente 1.600 índios. A tribo ficou tragicamente conhecida após o assassinato do índio Galdino, em 1997. Ele durmia em uma parada de ônibus em Brasília quando garotos de classe média colocaram fogo, confundindo-o com um mendigo.

Potiguar - Habitavam a costa desde São Luís até as margens do Paraíba, e das margens do Rio Acaraú, no Ceará, até a cidade de João Pessoa, na Paraíba, num número de 90 mil índios. Eram exímios canoeiros e inimigos dos portugueses.

Sateré-Mawé



Inventores da cultura do guaraná, os Sateré-Mawé domesticaram a trepadeira silvestre e criaram o processo de beneficiamento da planta, possibilitando que hoje o guaraná seja conhecido e consumido no mundo inteiro. Vivem no Amazonas e Pará, somando mais de 7mil índios. A língua é da família Mawé.


Suyá



Os índios Suyá vivem na Parte setentrional do Parque Nacional do Xingu, no Norte de Mato Grosso, com uma população de 140 pessoas. Falam uma língua que pertence ao ramo setentrional da família lingüística Jê, e partilham muitos traços da organização social e cultural com os outros membros dessa família lingüística. São mais intimamente relacionados aos Apinayé, aos Kayapó setentrionais, e aos Timbira. Os Suyá são menos relacionados em termos de língua e cultura aos Jé centrais (incluindo os Xavante e os Xerente) e os Jê meridionais (incluindo os Kaingang e os Xokleng). Além dos produtos de suas roças, os Suyá vivem da caça, da pesca e da coleta. Como conseqüência do contato com as frentes de expansão, a população Suyá talvez seja apenas 2O% do que foi outrora (1980). Isso se deve a massacres, a envenenamento e às repetidas epidemias que devastaram os dois ramos do grupo até sua pacificação em 1959 e 1969, respectivamente. A perda populacional levou a uma consolidação de todos os Suyá numa única aldeia. Na última década, porém, sua população tem crescido rapidamente; desenvolveram um sentimento de identidade étnica cada vez nais forte.

Tremembé - Grupo não-tupi, que vivia do sul do Maranhão ao norte do Ceará, entre os dois territórios potiguares. Grande nadadores e mergulhadores, foram, alternadamente, inimigos e aliados dos portugueses. Eram cerca de 20 mil índios.

Tabajara - Viviam entre a foz do Rio Paraíba e a ilha de Itamaracá estimados em 40 mil índios.. Aliaram-se aos portugueses.

Temiminó



Ocupavam a ilha do Governador, na baía de Guanabara, e o sul do Espírito Santo. Inimigos dos tamoios, aliaram-se aos portugueses. Sob liderança de Araribóia, foram decisivos na conquista do Rio. Eram 8 mil na ilha e 10 mil no Espírito Santo.

Tamoio - Os verdadeiros senhores da baía de Guanabara, aliados dos franceses e liderados pelos caciques Cunhambebe e Aimberê, lutaram até o último homem. Eram 70 mil índios.

Tupinambá



Constituíam o povo tupi por excelência. As demais tribos tupis eram, de certa forma, suas descendentes, embora o que de fato as unisse fosse a teia de uma inimizade crônica. Os tupinambás somavam 100 mil índios e cupavam da margem direita do rio São Francisco até o recôncavo Baiano.

Tupiniquim - Povo de língua da família Tupi-Guarani. No século XVI, os Tupiniquim habitavam a costa do Brasil, desde a baía de Camamu, na Bahia, até o Espírito Santo ou, segundo alguns autores, até o Rio de Janeiro. Foram os índios vistos por Cabral. Eram 85 mil. No Início da Colonização, aliaram-se aos portugueses na luta contra os franceses. Fizeram também guerra aos Tupinambá, seus inimigos tradicionais. No século XIX os remanescentes viviam no Espírito Santo, afastados do litoral e, no século XX, chegaram a ser considerados extintos. Na década de 1970, um grupo teve sua identidade reconhecida pela Funai. A maioria de seus integrantes já não fala a língua original, expressando-se em português. Vivem em três pequenas áreas indígenas, no Espírito Santo: Comboios,
Pau-Brasil e Caieiras Velhas, no município de Aracruz, juntamente com os Mbyá, subgrupo Guarani. Em 1990, segundo a Funai, eram aproximadamente 900 indivíduos.

Urubu-Kaapor



A quase totalidade dos índios Kaapor vivem em território maranhense, numa área de cerca de 530 hectares, delimitada pela FUNAI. As aldeias Kaapor constituem-se prioritariamente com base em laços de família. Vivem dos produtos da caça, de peixes e pássaros, mas, essencialmente, da farinha de mandioca e dos seus derivados.

Wai-wai - Ou Waiwai, Uaiai. Povo de língua da família Karíb. Vivem na área indígena Nhamundá-Mapuera, na fronteira do Pará com o Amazonas, e Waiwai, em Roraima. A população é constituída por uma mistura de várias tribos atraídas e assimiladas por eles ao longo dos anos, entre as quais as dos Karafawyana, dos Kaxuyana e dos Hixkariana. Em 1990, segundo a Funai, somavam cerca de 1.250 índios.

Waiãpi



Ou Uaiampi, Wayampí. Povo de língua da família Tupi-Guarani. Vivem em grande extensão de florestas, na fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. Sua população total é de aproximadamente 800 indivíduos, nos dois países. No Brasil, distribuem-se por 11 aldeias e acampamentos fixos, na Área Indígena Wayampí, na região do rio Amapari, nos municípios de Macapá e Mazagão, ambos no Amapá. Em 1990, segundo a Funai, eram 335 índios. O primeiro contato dos Wayampí com a Funai ocorreu em 1973, quando da construção da Rodovia Perimetral Norte, que atravessa toda a área indígena. Desde então, suas terras são invadidas por garimpeiros e por pequenas mineradoras. Apesar do contato forçado, os Wayampi mantiveram sua cultura tradicional. Ao chefe de cada grupo cabe a escolha do lugar para fundar a aldeia e a responsabilidade pela manutenção da harmonia entre os membros do grupo, que é formado por várias famílias. A vida cerimonial, intensa, apresenta grandes ciclos de rituais, como a festa do milho no inverno, a festa do mel e as danças dos peixesjpg

Waimiri Atroari



São uma etnia do tronco lingüístico Karib, cujo território imemorial de ocupação se localiza ao sul de Roraima e norte do Amazonas. Eram mais conhecidos como Crichanás, quando segmentos expansionistas travaram seus primeiros contatos com eles, sobretudo a partir do Século XIX. Nos primórdios desses contatos, há duas estimativas sobre a população: uma que os dava como sendo seis mil pessoas; e a outra, em torno de duas mil. Suas terras eram pródigas em produtos de grande importância comercial para a época, atraindo assim a cobiça de colonizadores. A demografia dos Waimiri Atroari, que, em 1987, era de 374 pessoas, chegou a crescer registrando em 1999 830 índios.

Xavantes



Povo de língua da família Jê. Autodenominam-se Akwe ou Akwen. Contatados na décadade 1940, eram índios guerreiros que resistiram à ocupação de seu território, no Mato Grosso, pelos colonizadores. Em 1989 o grupo contava cerca de 6.000 pessoas, distribuidos em sete áreas indígenas entre os rios das Mortes e Batovi, a leste de Mato Grosso. Há estimativas de que a população Xavante tenha se reduzido à metade desde o primeiro contato oficial com os brancos, em 1946, devido a doenças. São predominantemente caçadores e coletores. Valorizam os rituais de morte e são divididos em dois blocos. Cada membro da tribo recebe um sinal de que é de uma metade ou da outra, e estes dois grupos não podem se casar entre si. No sul do Brasil, os jês são representados pelos Kaingangues e pelos Xokleng, que apresentam praticamente as mesmas características, apenas adaptadas ao ambiente. (Fonte: antropólogo José Otávio Catafesto, da UFRGS)

Xokleng - Os índios Xokleng da TI Ibirama em Santa Catarina, são os sobreviventes de um processo brutal de colonização do sul do Brasil iniciado em meados do século passado, que quase os exterminou em sua totalidade. Apesar do extermínio de alguns subgrupos Xokleng no Estado, e do confinamento dos sobreviventes em área determinada, em 1914, o que garantiu a "paz" para os colonos e a conseqüente expansão e progresso do vale do rio Itajaí, os Xokleng continuaram lutando para sobreviver a esta invasão, mesmo após a extinção quase total dos recursos naturais de sua terra, agravada pela construção da Barragem Norte. Da família linguística Jê, hoje vivem pouco mais de 750 índios.

Yanomani



Povo constituído por diversos grupos cujas línguas pertencem a mesma família, não classificada em troncos. Abrange as línguas Yanomami, falada na maior extensão territorial, Yanomam ou Yanomani, Sanumá e Ninam ou Yanam, as quatro com vários dialetos. Vivem no oeste de Roraima, no norte do Amazonas e na Venezuela, num total de 20 mil índios. Referidos desde o século XVIII, constituem o povo mais numeroso da América que mantém seu patrimônio cultural pré-colombiano preservado. Praticam caça, pesca, coleta e, em menor grau, agricultura. Distribuem-se, no Brasil, em 150 aldeias, formadas por uma ou mais malocas. Cada maloca, ou xabono, abriga de 30 a 150 moradores e algumas chegam a 300. O território dos Yanomami começou a ser invadido no final da década de 1950. Em 1970 a Rodovia Perimetral Norte cortou todo o território e, depois do anúncio em 1975 da existência de ouro e outros metais na região, afluíram milhares de garimpeiros. Os garimpeiros, estimados em 45 mil até 1987, levaram malária, pneumonia e outras doenças, prejudicaram a caça e a pesca, e causaram a fome e muitas mortes. Em 1978 foi criada a Comissão pela Criação do Parque Yanomami com uma campanha pela demarcação das terras desses índios e expulsão dos garimpeiros. No final da década de 1980, as forças armadas decidem implantar e consolidar o projeto Calha Norte, para a proteção de uma extensa faixa ao longo da fronteira amazônica brasileira. Para tal é proposto, entre outras medidas, a construção de quartéis e o incentivo da mineração e garimpagem demarcando o território Yanomami num conjunto de 19 pequenas ilhas não contínuas, inseridas numa reserva florestal destinada a exploração econômica. Esta demarcação foi questionada pela Procuradoria Geral da República, seguindo-se então uma enfática campanha internacional denunciando o espoliamento do território. Em 1992, às vésperas da Conferência Mundial de Meio Ambiente realizada no Rio de Janeiro, o então presidente, Fernando Collor, pressionado pela opinião pública mundial, finalmente corrigiu as distorções da demarcação proposta pelos militares e assinou o decreto de demarcação do território Yanomami contínuo. Como a região é de fato rica em minerais, permanecem atuantes as pressões de grandes empresas mineradoras.

Parte destes dados foram obtidos no site da DIA - Documentação Indiginista Ambiental, Instituto Socioambiental e Almanaque ZAZ

9 comentários:

Clevane_em_Pessoa disse...

Gostei muito e colocarei uma chamada para meu blog de empoderamento indígena.
Parabéns:todas as tentativas de abrir espaço para descendentes de nativos da Terra brasilis, são muito bem vindas.
Quem euiser enviar fotos, textos, pode usar meu e-mail abaixo.
Clevane Pessoa
Escritora, poeta e psicóloga
cpotiguara@yahoo.com.br

http:itaquatiara.blogspot.com

pri disse...

muito bom,
concordo com a colocação do texto!!
porem ñ encontrei sobre a tribo dos Caetés, que habitavam ond hj é a cidade de igarassu em Pernambuco, e tb parece ñ ter fotos deles na net!!!
ñ sei por ventura poderia me ajudar??
isso levaria ao fato d q foram extintos?
obrigada!
e belo blog!!

Indinho Brasil disse...

Pri, deixa o seu email que eu envio algum material.

Abraço.

Clóvis Martins Costa disse...

Sou filho de Cláudio Martins Costa, escultor, professor e defensor da causa indígena. Meu pai faleceu em 06 de dezembro e gostaria de deixar esta homenagem a ele e ao povo indígena brasileiro.
Cláudio, em seu atelier no Bairro Cascata em Porto Alegre, chegou a abrigar mais de 70 índios Kaingang. Suas esculturas e desenhos muitas vezes retratam a beleza deste povo, o qual considerava os verdadeiros donos do Brasil.
Saudações Claudinas aos indios brasileiros!!!

Indinho Brasil disse...

Olá Clóvis!
O nome do Cláudio Martins da Costa, será adicionado na postagem de "personalidades"pois com certeza teve um papel muito importante na História indígena do nosso país.

Saudações!

Anônimo disse...

EXCELENTE!

Anônimo disse...

Achei muito interessante todas as coisas colocadas.
Mais o que eu estaou procurando é o significado das cores usadas por algumas tribos indigenas. Poe exeplo:A tribo Pataxó usa as cores verde, vermelho, e amarelo. O amarelo significa tal, o verde tal, e o vermelho tal. Entende.
Eu já procurei em mais de 60 sites e não achei nada.
Trabalho de Artes de uma professora "chatinha", não explica o trbalho direito, e ainda por final tenho que fazer uma mascara.
Fala sério.
Mas mesmo assim, agaradeço pelas coisas aqui informadas.
Abraços
Fiquem com Deus

Anônimo disse...

Eu gostei muito do blog!
Será que você poderia postar algumas coisas sobre a tribo Xokleng?
É porque eu estou fazendo um trabalho escolar e não consigo achar nada sobre essa tribo.
Muito obrigada e parabéns pelo blog!

Antonio Cavalcante disse...

Boa tarde,

Se alguém tiver algum material que fale sobre empoderamento indígena, por favor, me indique a fonte ou/e mande para mim.
Meu e-mail antoniocavalcant@hotmail.com